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“A lei deve penalizar patrões que prejudiquem os dadores e apoiar os que promovem dádiva de sangue”

Em entrevista ao Esquerda.net, o dirigente Paulo Cardoso diz que o principal problema não está na redução do número de dadores, mas na capacidade de chegar a eles através das campanhas de dádiva de sangue.

Paulo Cardoso (Créditos: Esquerda.net
Paulo Cardoso (Créditos: Esquerda.net

A falta de investimento em meios e recursos humanos dos serviços de sangue no SNS tem dificultado a tarefa e até cancelado algumas colheitas por falta de profissionais de saúde disponíveis. No que diz respeito a mudanças legislativas, Paulo Cardoso defende que o mais importante é que a lei estipule com clareza a penalização das entidades patronais para evitar casos em que o dador é prejudicado nos prémios de assiduidade ou na majoração de férias quando presta voluntariamente este serviço à comunidade.

O número de dadores de sangue tem diminuído em Portugal. O que é que tem contribuído para essa diminuição?

Este é um fenómeno de décadas. Apenas no ano de 2010 conseguimos ter o rácio que a OMS preconiza para garantir que tudo corra bem. Tem a ver com o envelhecimento e a falta de capacidade de captar jovens. Por nossa insistência, o limite de idade em Portugal para dar sangue passou em janeiro dos 65 para os 70 anos, como acontece noutros países, o que é de louvar. A diminuição tem acontecido por toda a Europa, mas é importante ter em conta que o consumo dos eritrócitos (glóbulos vermelhos) também tem vindo a diminuir, graças à modernização das cirurgias que hoje são menos invasivas e assim diminuiu-se a perda de sangue.

Redacção|Informação efoto da ADBSP

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