Prudência e caldos de galinha
- Redacção - Notícias de Arronches

- há 8 horas
- 2 min de leitura
Num artigo de Ana Maria Pimentel do 24 Notícias, escreve numa newsletter que nos foi enviada este artigo que resumimos e serve para reflexão:
“O conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irão agravou-se após um ataque militar conjunto norte-americano e israelita contra território iraniano, ao qual Teerão respondeu com mísseis e drones dirigidos a bases dos EUA no Golfo Pérsico e a alvos israelitas. O presidente norte-americano, Donald Trump, estimou que a ofensiva poderá prolongar-se por cerca de quatro semanas, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que “não haverá guerra sem fim”.

A escalada está a gerar forte instabilidade internacional, reflectida na subida do preço do petróleo, em ameaças ao fornecimento de gás e no reforço de estados de alerta em vários países. A menos de 500 quilómetros de Israel, uma base aérea britânica em Chipre foi atingida por drones. A Grécia enviou fragatas e caças F-16 para a região, enquanto a Alemanha declarou que não participará na operação militar. Vários Estados-membros da União Europeia estudam planos de evacuação de cidadãos residentes no Golfo.
Em Bruxelas, surgem divergências sobre a coordenação da resposta europeia entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a Alta Representante para a Política Externa, Kaja Kallas. O chanceler alemão, Friedrich Merz, tem encontro marcado com Trump em Washington, com a guerra no centro da agenda.
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou o reforço do arsenal nuclear de França e admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de deslocar armas nucleares para fora do país, identificando parceiros europeus interessados em cooperar na dissuasão. Já a Espanha recusou autorizar o uso das suas bases militares pelos EUA, considerando a operação unilateral e ilegal, o que levou à retirada de aviões de reabastecimento norte-americanos das bases de Rota e Morón.
Em Portugal, o Governo e o Presidente da República limitaram-se inicialmente a recomendações de segurança e à preparação de eventuais repatriamentos. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que foi concedida uma “autorização condicional” para eventual uso futuro da Base das Lajes pelos EUA, já após o ataque, garantindo que nenhuma acção militar partiu de território português. Segundo explicou, até sexta-feira vigorou um regime geral de autorização tácita para voos norte-americanos, passando depois a aplicar-se o regime integral do acordo bilateral. Especialistas em Direito Internacional contestam esta interpretação, defendendo que operações unilaterais exigem autorização prévia expressa do Governo português. O Partido Socialista pediu esclarecimentos parlamentares, enquanto nos Açores surgiram críticas por alegada falta de informação às autoridades regionais.
O executivo português sustenta que o país não está envolvido no conflito, reafirma a aliança atlântica como pilar estratégico e defende uma solução negociada, embora classifique o Irão como “uma ameaça gravíssima”.
Nos EUA, a ofensiva reacendeu divisões no Partido Republicano. Figuras como Mike Pence, Jeb Bush, Mike Pompeo, Nikki Haley e John Bolton apoiaram o ataque. Críticos alertam para os precedentes do Iraque, Afeganistão e Líbia e para o risco de uma nova guerra prolongada sem consenso interno nem estratégia definida.
Uma sondagem Reuters/Ipsos indica que apenas 27% dos norte-americanos apoiam o ataque ao Irão, reflectindo receios de envolvimento num conflito prolongado.”
Redacção|Fonte:24Notícias-Foto de publicação





.png)




Comentários