IA e futuro do jornalismo marcam encerramento das Jornadas Técnicas da Imprensa Regional 2026
- Redacção - Notícias de Arronches

- há 1 hora
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Promovida pela Associação Portuguesa de Imprensa (API), a iniciativa encerrou um ciclo que passou anteriormente pelo Fundão e por Lisboa, consolidando-se como um espaço de formação, partilha de conhecimento e debate sobre os principais temas que marcam o presente e o futuro dos media.

Ana Santos Gomes, da DECO PROteste, partilhou a experiência da organização na utilização de ferramentas de inteligência artificial aplicadas ao trabalho editorial, dando a conhecer alguns dos desafios e oportunidades que estas tecnologias representam para os meios de comunicação social. Oportunidades de envolvimento dos leitores e de sustentabilidade para o projecto editorial.
Um dos momentos mais aguardados da sessão foi a intervenção de Hugo Paredes, professor catedrático da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e investigador coordenador do INESC TEC, que abordou a importância da supervisão humana na utilização da inteligência artificial.
Para Hugo Paredes, é fundamental compreender o funcionamento dos algoritmos e garantir que existe sempre intervenção humana nos processos de decisão. O investigador defendeu a necessidade de maior explicabilidade, documentação e transparência dos sistemas de inteligência artificial, permitindo aos profissionais compreender melhor as ferramentas que utilizam e assegurar que a tecnologia permanece ao serviço das pessoas. O especialista considerou ainda que estes momentos de contacto com os profissionais dos media são fundamentais para aproximar a investigação académica das necessidades reais do sector.
A encerrar o programa esteve Jacinto Godinho, jornalista, autor e realizador da RTP, que destacou a importância de promover encontros centrados na realidade prática das redacções. O jornalista considerou que este tipo de iniciativas contribui para reforçar a comunidade jornalística e criar espaços de reflexão conjunta sobre os desafios que os meios de comunicação enfrentam actualmente.
Na sua intervenção, alertou ainda para o impacto da desinformação e para os riscos associados à utilização acrítica da inteligência artificial, defendendo que o jornalismo deve continuar a afirmar-se através da transparência, da responsabilização e da presença humana. Jacinto Godinho sublinhou que a confiança continua a ser o principal activo do jornalismo e que os profissionais e órgãos de comunicação social devem reforçar a sua proximidade junto dos leitores, valorizando a autoria e a credibilidade da informação produzida.
Com o encerramento da edição de 2026, as Jornadas Técnicas da Imprensa Regional afirmam-se como uma iniciativa de referência na capacitação dos profissionais do sector, promovendo o debate sobre inovação, sustentabilidade e transformação digital dos media portugueses.
Redacção|Fon e foto: A.P.I





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