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Tribuna do Director
Fernando Marques

Para onde caminhamos?

Através de um comunicado de imprensa, António Costa soube que estava a ser alvo de averiguações pelo Supremo Tribunal de Justiça (órgão com competência para investigar um Primeiro-ministro) e, prontamente, anunciou em declarações à imprensa convocada para o efeito, que tinha pedido a sua demissão do cargo ao Presidente da República e que foi aceite.

Estávamos a entrar num período de que o país não necessitava. Costa não está como arguido neste caso de suspeita de corrupção, trafico de influências, etc., etc., - cuja imagem do país por este facto em nada nos dignifica.

Perante esta situação e como em devido tempo escrevemos no nosso site um artigo de nossa opinião, Costa deixava Marcelo com ‘O Menino ao Colo’ e, projectávamos, que as próximas eleições iriam ser convocadas para o início da Primavera. Não erramos por muito…

Marcelo ouviu os partidos com lugar no Parlamento e convocou o Conselho de Estado. Aqui a ‘porca torceu o rabo’, pois como o próprio Presidente reconheceu, houve divisão no Conselho em que metade dos conselheiros era favorável à dissolução do Parlamento e convocar eleições, enquanto os outros 50% procuravam uma solução do tipo Sampaio/Santana Lopes. Inclusive logo apareceram notícias na imprensa de que o PS tinha apresentado Augusto Santos Silva (Presidente da Assembleia da República) ou Mário Centeno (Presidente do Banco de Portugal), como candidatos a novo Primeiro-ministro do PS, sem eleições antecipadas e assim cumprir o mandato em que os eleitores deram a maioria absoluta ao Partido Socialista. Entendeu Marcelo que esta maioria tinha a cara de António Costa… e as eleições antecipadas seria a solução. Como neste caso o voto do Presidente desempata o resultado, este anunciou ao país eleições para 10 de Março de 2024.

Porém, os partidos à direita (PSD mais moderado) e à esquerda, apoiam incondicionalmente voltarmos a eleições. Não para resolver as questões dos portugueses, o que duvidamos, mas como um barómetro que lhes vais dizer se aumenta ou diminui o seu grupo parlamentar depois das eleições.

Marcelo contudo deixou bem explícito que, a exemplo do que aconteceu noutra ocasião, demitido o Primeiro-ministro, o PS terá que no seu congresso, eleger um novo Secretário-geral. Com tal, há que dar tempo ao tempo, e as eleições em Março, vão-lhe dar possibilidade de ser aprovado na especialidade até 29 de Novembro, o O.E. com a chancela do PS.

Diz o Presidente da República Portuguesa que o país precisa do O.E. aprovado porque está em causa as expectativas dos portugueses e, essencialmente, o PRR (era a linha vermelha que tinha marcado a António Costa). Em sua opinião e dos portugueses, não se pode prolongar no tempo as candidaturas, pois sem os milhões da ‘Bazuca’ não é possível alavancar o desenvolvimento deste país, constantemente adiado. Vamos então aguarda pelo 10 de Marco de 2024. Enquanto isso, vamos ter um governo em funções de gestão primordiais.

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Eduardo Costa
Jornalista e Presidente da ANIR

TEMPO INCERTO 

“O tempo está incerto, no mesmo dia vem um sol quente, como vem frio e chuva! Não sabemos com o que contar. Está como o nosso governo!” A senhora de idade avançada reflectiu o sentimento comum.
A descrença das pessoas nas instituições é grande. “Não há pessoas capazes de nos governar”. Esta é uma expressão muito comum. “Mudar de governo para quê, se são todos iguais…”
Temos produção, exportação, turismo, povo hospitaleiro, juventude bem formada, bons trabalhadores, empresários empreendedores. Só nos faltam políticos capazes. Os partidos não souberam atrair os melhores. Há bons políticos? Há! Conheço vários. São sérios e empenhados na nobre missão de servir a causa pública. Mas, não é difícil concordar que não saímos da cepa torta. Somos um país sempre adiado. 
Como diria o novo director executivo do SNS, o problema não é a falta de dinheiro, falta-nos organização. 
Não posso esquecer as palavras do cônsul romano, quando justificou perante o imperador os problemas que tinha na península ibérica: “há um povo para o lado do mar que não se sabe governar nem deixa que o governem”.
As contas do estado estão certas. Claro que sim! Com a montanha de dinheiro que está a entrar da Eurolândia, não é difícil. O dinheiro que vem da UE está a servir para pagar o despesismo do estado. Devia ser todo para investir no nosso futuro. Mas, é sabido que é desviado para pagar contas, disparates e outras coisas menos agradáveis. Tem sido sempre assim. Mudam-se os políticos mas a (ruinosa) política mantém-se. 

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