'UMA LUZ AO FUNDO DO TÚNEL' . 0 QUE NOS AGUARDA ESTE NOVO ANO?


Haverá mesmo uma ‘luz ao fundo do túnel’ como há tanto desejamos, ou não passará de mais uma miragem e vamos continuar a viver na incerteza de um amanhã que só nos traga o sol para aquecer os nossos corpos já cansados e mentes perturbadas.

Partindo do princípio que, o Chefe de Estado deve ser o português melhor informado sobre o actual estado da nova variante Ómicrón, recordamos aqui as suas declarações no último dia de 2021 ao Jornal I, em que afirmou, que “o país está a passar da pandemia à endemia” e frisou a diminuição no número de “internados e mortes, em relação ao ano passado”.

No entanto manda o bom senso, e o aumento exponencial de infectados por esta variante com maior transmissibilidade, mas menos grave, “que devemos ter, naturalmente, as precauções e o bom senso”, mas que nos “habituámos aos poucos a viver com este fenómeno”, sugeriu o Presidente.

Declarou ainda Marcelo Rebelo de Sousa que, e citando a mesma fonte "O número de internados é um terço de há um ano e o número de cuidados intensivos é um quarto de há um ano e o número de mortes é um quarto de há um ano”, afirmou, em declarações aos jornalistas.

Diz o povo na sua imensa sabedoria que “cuidados e caldos de galinha, nunca fizeram mal a ninguém”. Ora é isso mesmo que se espera: Que não faça mal a ninguém. Temos que ter presente os números e esses não enganam. Se o número de casos está a aumentar e estamos a 2 de Janeiro e ainda não há dados concretos do resultado da Passagem de Ano e consequentemente do aumento impensável de testes pelo menos antigénicos que os portugueses fizeram, que podemos estar sob uma ‘avalanche’ de novos infectados e, consequentemente, de um maior número de internados, mesmos com menos gravidade, o que pode causar sérios problemas na resposta do SNS, onde há hospitais a implementar já novo plano de contingência.

Estamos conscientes que a economia não pode voltar a encerrar, tendo em conta que, mesmo neste ano que agora findou, registaram-se números esperançadores como o crescimento económico, a contenção do défice, as exportações e baixou o números de desempregados.

Contudo, estamos a menos de 30 dias de eleições legislativas com grandes probabilidades de não haver maiorias absolutas e haver novas ‘geringonças’ sejam elas à esquerda como à direita. Correndo mesmo o risco, de voltarmos a eleições dentro de breve tempo, continuando o país adiado porque a classe política neste país só pensa em chegar ao poder a todo o custo (veja-se em tempo de crise os orçamentos dos partidos para a campanha eleitoral) e deixando o país para segundo plano. Andamos nisto há mais de 40 anos…

1. Marcelo no seu discurso de Ano Novo pede aos portugueses que “votem nas legislativas para um Governo que garanta "previsibilidade".

2. Para legitimarem um Governo "que possa refazer esperanças e confianças perdidas" e avisa que está "mais presente do que nunca".

3. "Este 2022 tem de ser mesmo ano novo, vida nova. Num mundo com menos pandemia e mais crescimento, menos pobreza e empenho no clima, menos egoísmo e mais atenção ao custo imediato da vida", apontou.

4. Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que os portugueses têm de "decidir", logo nas eleições do final de Janeiro, "para o Governo e a Assembleia da República (AR), que têm de ter legitimidade renovada".

5. "Uma AR que dê voz ao pluralismo e um Governo que possa refazer esperanças e confianças perdidas ou enfraquecidas, garantindo previsibilidade para as pessoas e para os seus projectos de vida", sublinhou.


A opinião de: Fernando N- Marques|Director

Com Votos de Bom Ano


(Foto- D.R.)