São muitas as condicionantes para adiar as próximas eleições

Em declarações à TSF o Presidente da República e candidato Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que “o adiamento das eleições presidenciais é uma realidade muito pouco exequível".


As declarações baseiam-se no facto de que "durante o estado de emergência não é possível rever a Constituição, em caso algum, e, portanto, seria necessário, quando terminasse este estado de emergência, na próxima semana, em vez de renovar para outro, imposto pelo agravamento da situação, fazer um intervalo para rever a Constituição ou então suspender este", declarou Marcelo.


Mesmo decidida a suspensão “os deputados têm de concordar em alterar a Constituição e, depois, concordar com as alterações que levem ao adiamento das eleições”.

Isto depois, naturalmente, era preciso haver concordância dos partidos todos para não esperar um mês para a revisão poder avançar. Seria necessário estar a prever um prazo suficientemente amplo para que passasse o período da vaga que estamos a viver e era preciso prolongar o mandato do Presidente em funções para cobrir esse adiamento. São muitos "ses", sobretudo o primeiro, que é o "se" mais pesado. Desfazer o estado de emergência nesta altura quando, precisamente, o que se impõe é restringir mais a circulação das pessoas e, portanto, a contaminação, parece uma realidade muito pouco exequível, muito difícil de fazer", acrescentou à TSF o Presidente da República.


(Fonte-TSF|Foto-D.R.)