POR ESTE ANDAR AINDA VAMOS SER UMA FREGUESIA DE UM CONCELHO VIZINHO

Já não é só a desertificação, a baixa natalidade, são também os serviços prestados aos arronchenses.


O governo decidiu que “Os testes rápidos de antigénio para detectar a Covid-19 realizados nas farmácias ou em laboratórios, passam a ser comparticipados a 100%. Cada português pode fazer quatro testes por mês com um preço máximo de 10 euros cada um”, segundo a portaria publicada em Diário da República. “Se forem testes rápidos de antigénio, com emissão de relatório e respectiva comunicação ao SINAVE Lab [Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica], dão também acesso ao Certificado COVID”, salienta o ECO.

Os últimos números dizem-nos que no país aderiram até há alguns dias antes, 500 farmácias. Acontece que, para determinados eventos ou situações rotineiras, é exigido o teste PCR. Em Arronches há duas farmácias que vendem testes mas não aderiram ao que sabemos, a fazer os testes PCR e a sua comunicação ao Sinave, se positivo ou negativo.

Tenho que ir a um evento onde me é exigido, para além do certificado europeu que atesta que tenho as duas doses da vacina, o teste PCR. Para o conseguir, dado que terá que ter 72 horas antes da sua apresentação, tive que ir hoje, à Farmácia Campo Maior, onde foi respeitada a hora marcada, feito por uma profissional simpática (felizmente que, o meu e dos meus familiares, deram todos negativos) e por um custo abaixo de outros que se praticam noutras localidades.

Por este andar, já não temos dentista, já nos quiseram fechar os CTT, as farmácias não satisfazem em alguns casos, as necessidades da população, o que nos leva com a perca da munícipes, um dia talvez não muito longínquo, sejamos uma freguesia dum concelho vizinho.

É só aparecer por aí um político sentado na sua poltrona no seu gabinete na Praça do Comércio (rodeado de assessores), pensar nisto… e está feito!