O NACIONALISMO BACÔCO

Nelson Évora fez em Tóquio a sua última participação nos Jogos Olímpicos mas, deixou um sucessor: Pedro Pichardo que venceu o triplo salto, trazendo para Portugal a medalha (única) de Ouro de TÓQUIO 2020.




Até aqui tudo normal, se não fora os comentários depreciativos (um português importado de Cuba) dum “comentador” de desporto num canal televisivo português. Nada mais intolerável do que comentários deste género.

Somos um país onde por vezes, a inveja de não podermos chegar mais além, nos tolda a capacidade de aceitar o que cada vez é mais evidente, quer no desporto como em qualquer outra actividade. Basta estar atento e ver o que se passa no caso do desporto com os países nórdicos, Inglaterra e muitos mais. Não só acolhem emigrantes como, aqueles que têm capacidade para vingar no desporto, dar-lhe as condições que, naturalmente, não teria no seu país de nascimento.


O atleta nasceu em Cuba mas veio para Portugal (2017), onde lhe foi dada a nacionalidade lusa é, portanto, um cidadão português de pleno direito.

Na sua humildade Pedro Pichardo afirmou que "a única maneira que tenho de agradecer a Portugal é com medalhas e resultados", dizendo que "é um privilégio fazer parte daqueles poucos atletas que são heróis em Portugal, fazer parte desse grupo. É uma honra imensa para mim. Já cantei o hino nos Europeus, agora vou cantar outra vez. Já sei o hino há muito tempo. O único problema é o sotaque, mas o hino já sei há muito tempo", terminou.


(Opinião-Fotos D.R.)