O ‘Marquês’​​

Ao processo judicial que se arrasta ao longo dos últimos anos, foi-lhe atribuído o nome “ Operação Marquês”. Nas notícias, especialmente televisivas, nos últimos dias quando se falava do processo, aparecia a figura da estátua do Marquês de Pombal.


Ironia do destino. O Marquês de Pombal que hoje olha para tudo isto do alto do seu pedestal, na rotunda que conflui com a Avenida da Liberdade (outra ironia), segundo os historiadores, também não era flor que se cheirasse. Depois de em vários sectores da actividade económica do país os colocar nas mãos de monopólios, acabaria por no dia 4 de Março de 1777 ser “demitido por decreto-régio, acusado de abuso de poder e peculato, teve que responder a um inquérito e um processo que o julgou culpado”.

Se por esta figura não colocaria ‘as mãos no lume’, também por Sócrates nunca o faria. Como dizia antes, por ironia do destino, se o primeiro reconstruiu Lisboa após o terramoto, também José Sócrates mandou construir o Campus da Justiça, onde perdura a placa da inauguração a que presidiu, e de onde sairia a não pronuncia dos 31 crimes que estava acusado pelo Ministério Público, ilibado da maioria das acusações pelo Juiz Ivo Rosa, ficando apenas por provar os factos de outros seis crimes - três de lavagem de dinheiro e três de falsificação de documento. Ler mais em Opinião