"Não é seguro fazer o teste, dar negativo e ficar tranquilo... Para que se faz o teste? Para nada"

Perante as dúvidas de muitos, o presidente da associação dos médicos de família explica os casos em que se tem ou não de fazer testes à Covid-19. É uma das dificuldades dos médicos de família nos últimos tempos: explicar aos utentes e eventuais contagiados com Covid-19 que, na maioria dos casos, quando não há sintomas, não têm nem devem fazer o teste.


"Acontece com todos e recorde-se que os médicos de família estão a seguir 97% dos casos activos de Covid-19", explica o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. "Na verdade, nem sempre é fácil compreender a necessidade de fazer ou não um teste que é um teste de diagnóstico e não de rastreio", acrescenta.

Rui Nogueira explica à TSF que a norma da Direcção-geral de Saúde (DGS) é fazer isolamento cada vez que uma pessoa esteve em contacto próximo, menos de dois metros e durante mais de 15 minutos, com um doente; sem fazer o teste nos casos em que o eventual infectado não apresenta sintomas.

Vários utentes que passam por médicos de família estranham, mas o representante da classe sublinha que é isso que está previsto na norma e aquilo que tem lógica, pois um teste negativo hoje não significa que amanhã a mesma pessoa não esteja positiva, dando-lhe, pelo contrário, uma falsa sensação de segurança.(Créditos-TSF)