Grupo de Teatro (IN) Pactos Em Arronches E se… Fosse Contigo



No passado Sábado em Arronches, no Auditório do Centro Cultural um novo grupo de teatro, levou à cena uma peça que, penso, terá merecido o agrado geral da não muito numerosa, mas atenta e interessada assistência.



Desde logo um drama, coisa séria, mas onde a seriedade se revelou e demonstrou desde logo na encenação, onde os jogos de luz e de som, bem conseguidos e articulados, cativaram a assistência.

Dos actores, quatro, três presenças femininas e uma masculina, estiveram bem e desempenharam um papel não fácil nem acomodado, mas que lhes exigiam muita serenidade e concentração.

Um tema onde a solidão e o envelhecimento conduzem não raras vezes a conflitos familiares, sociais e psicológicos. Situações de vulnerabilidade, de doença e fragilidade, quantas vezes nas mãos de terceiros ou de instituições onde os protagonistas se sentem sós, abandonados e sem ninguém, isolados de todos e do mundo.

Os actores em comunhão com o público, dissecaram este problema, esta situação, que será tão velha como o próprio mundo. Desde a Alta Antiguidade aos muitos e inúmeros casos na Bíblia, nos Antigos e Novos Testamentos. Caso singular, O Regresso do Filho Pródigo e a Solidariedade ou a falta dela, são temas recorrentes e sempre difíceis, dolorosos de absorver, interiorizar, explicar e entender.

Actores excelentes, experientes e uma nota especial para a da terra, Vânia Botelheiro, cuja genica e versatilidade, ela bem o demonstrou na sua representação.

Uma palavra final para o seu mentor teatral, da Vânia Botelheiro, que creio ter sido o Professor Mascarenhas e que dos muitos dramas e tragédias que encenou na vida, a sua própria, a real, foi um triste e não esperado nem desejado caminho com um triste epílogo.

José Botelheiro