GRIPE SAZONAL DE BAIXA INCIDÊNCIA

Segundo o Instituto de Saúde Dr. Ricardo Jorge, a actividade gripal está a ser esporádica. A taxa de incidência de síndrome gripal (SG) foi de 7,71 por 100.000 habitantes. O número de consultas por SG manteve-se na área de actividade basal.


Na semana 03/2021 não foram detectados casos de gripe nas redes sentinela. A Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe (Hospitais) não detectou, nesta semana, qualquer caso de gripe. Foram detectados outros vírus respiratórios, na sua maioria do grupo dos Picornavírus. Foram detectadas 3 infecções por RSV.

Não foi reportado nenhum caso de gripe pelas 21 Unidades de Cuidados Intensivos que enviaram informação. Não foi reportado nenhum caso de gripe pelas 2 Enfermarias que enviaram informação.

Desde 1990 que a Rede Médicos-Sentinela realiza a vigilância epidemiológica, semanal, da síndroma gripal, em colaboração com o Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios. Até 1999, na Direcção-geral da Saúde e, a partir daí, no Departamento de Epidemiologia do Instituto Ricardo Jorge.

Este programa, que se inicia no princípio de Outubro e termina em Maio do ano seguinte, integra as componentes clínica e laboratorial da vigilância. A primeira é constituída pelas taxas de incidência da síndroma gripal, estimadas através da notificação dos novos casos da doença ocorridos nas listas de utentes dos médicos participantes na Rede Médicos-Sentinela e identificados segundo critérios exclusivamente clínicos. A segunda é obtida através da identificação dos vírus isolados em amostras de sangue e/ou zaragatoas faríngeas recolhidas nos utentes identificados como tendo síndroma gripal. A vigilância clínica ocorre, semanalmente, durante todo o ano. A laboratorial decorre de Setembro a Maio do ano seguinte.


Semanalmente, à quinta-feira, é elaborado o Boletim de Vigilância Epidemiológica