FOGOS DÃO MILHÕES A CARTEL

Segundo noticia o jornal Expresso “Empresa que venceu concurso de 43,4 milhões de euros da Força Aérea para quatro aeronaves de combate aos incêndios alugou duas à empresa concorrente que ficou em segundo lugar”.



Em Outubro de 2017, escrevemos no Notícias de Arronches esta notícia que, ao fim e ao cabo, continua actual.

Ora em artigo recente da autoria dos jornalistas do EL MUNDO, Daniel Montero Alejandro Requeijo, é publicado a 23 de Junho de 2017 que “Arde Portugal na pior semana de incêndios na sua história recente. Desde o último fim-de-semana, 64 pessoas morreram por causa do fogo ou incêndio, uma luta por mais de 34.000 bombeiros voluntários no país vizinho e que foi um negócio importante para as principais empresas espanholas de extinção de incêndios com meios aéreos. Investigado desde 2015, concordando preços e de acordo com a documentação que teve acesso (El Mundo), seis grandes empresas no sector em Espanha tentou para manipular pelo menos desde 2006, os contratos públicos portugueses com ofertas falsas para bater todas as propostas. Os relatórios da polícia estimam que em conjunto, mais de 100 milhões de euros foram distribuídos irregularmente em Espanha e em solo português”

Termina este artigo do El Mundo por afirmar que “De acordo com o resumo do caso, as empresas responsáveis pela Avialsa, Espelho, Martínez Ridao, Cegisa e Faasa foram várias vezes por ano a um hotel de beira de estrada chamado “O Cruzamento”, localizada na cidade de Manzanares (Ciudad Real). Lá, entre ragut de novilho e caldereta de cordeiro, foram distribuídas as concessões públicas de Baleares, Extremadura, Andaluzia ou mesmo Portugal, onde, por falta de fundos, apenas sete grandes cidades possuem equipamentos profissionais de combate a incêndios, independentemente da vontade das administrações”. A ser verdade, que se investigue como pede Jaime Marta Soares”.


Fernando N. Marques|Foto-D.R.