FAZ HOJE UM ANO SOBRE OS PRIMEIROS CASOS DE COVID-19 EM PORTUGAL

A Ministra da Saúde Marta Temido, e a Directora-geral da Saúde (DGS), Graça Freitas, em conferência de imprensa, anunciavam (2 de Março de 2020) os primeiros casos desta pandemia que faz hoje um ano.


Do Instituto Ricardo Jorge aguardava-se o resultado da contra-análise do teste do primeiro infectado pelo novo Coronavírus Sarscov2-Covid-19, que deu positivo.

Tratava-se de um médico de 60 anos, que esteve de férias no norte de Itália e que sentiu os primeiros sintomas a 29 de Fevereiro de 2020, sendo internado no Centro Hospitalar Universitário do Porto.

Seguiu-se um novo caso de um homem de 33 anos, internado no Hospital São João de Deus e que teve os primeiros sintomas a 26 de Fevereiro. Este novo paciente tinha estado em Valência, Espanha.

Entre confinamentos e desconfinamentos, passou um ano desde que a pandemia atingiu Portugal que já suportou três vagas de Covid-19 com várias mutações do vírus.

A pior fase da pandemia registou-se no passado mês de Janeiro, após a abertura que o governo deu aos portugueses entre o Natal e o Ano Novo. No mapa da DGS ficam registado os tristes números até ao momento de mais de 16 mil vítimas mortais a lamentar e mais de 800 mil contágios pelo Covid-19.

Recentemente a Ministra da Saúde admitiu os possíveis erros no período de Natal e Ano Novo, esperando-se agora que esses mesmos erros não voltem no período da Páscoa.

A pressão para o desconfinamento é enorme dos vários sectores da economia, sobretudo do turismo e restauração, os mais atingidos por esta crise pandémica e económica.

Num momento em que já foram administradas mais de 861 mil vacinas contra o novo vírus no país, Marta Temido anunciou ainda que o Governo vai comprar mais 38 milhões de vacinas, "muito mais" do que as necessárias, permitindo Portugal apoiar outros países africanos lusofonos, disse à Lusa.

O indíce 'Rt' está baixar com a maioria dos distritos a passarem a moderados mas, segundo os epidemiologistas, é necessária prudência num novo desconfinamento sem um plano faseado. Isto porque é necessário que os números de internados e em UCI baixam para os números recomendados pela OMS.


(Foto-D.R.)