Expliquem-me como se eu fosse pequenino...

Em horário nobre ontem, o Primeiro-ministro transmitiu ao país as medidas que o governo vai tomar com efeitos a partir de 1 de Outubro, para dar resposta à inflação galopante.


Deste os 50% a pagar aos pensionistas que, somado ao valor a atribuir em Janeiro de 2023 em termos de inflação, ainda vai arrecadar uns tostões; os 125€ a cada cidadão desde que não tenham tido em 2021 um rendimento anual superior a 37.800 euros (o equivalente a 2.700 euros brutos mensais), e os 50,00€ por cada filho.

Igualmente o travão no aumento das rendas compensando os senhorios no IRC, ou a energia para a qual os consumidores terão que mudar para o mercado regulado (há quem defenda que a redução do IVA teria mais impacto), e o preço dos combustíveis com o controlo que, ao fim e ao cabo, não retira os lucros às gasolineiras. Por fim o congelamento dos passes nos transportes públicos.

Na mesma noite de ontem, analista de todos os quadrantes políticos e económicos, dissecaram as medidas anunciadas por António Costa.

Hoje pela manhã com transmissão em directo pelo yutube, uma 'bateria' de ministros, chefiados pelo Ministro das Finanças, Fernando Medina, veio de novo explicar as medidas, sector por sector para que o portuguesinho, fique a saber bem aquilo que este governo lhes vai ‘oferecer’ para combater a crise da inflação (que já se vinha notando) e os efeitos da guerra na Ucrânia por invasão da Rússia que todos sentimos no esvaziar da carteira. Quanto às empresas, vamos esperar pelo que decida Bruxelas, porque é necessário reduzir o déficit e amortizara dívida pública. O total dos apoios é de 2 mil e 400 milhões de euros. Temos para nós que, a receita do IVA que aumentou neste periodo, muito mais do que o previsto, faz parte deste 'bolo'. Agora sim…como sou ‘pequenino’ já entendi!


(Foto - D.R.)