EM TEMPO DE ELEIÇÕES É PRECISO TOCAR AS TECLAS

Em tempo de eleições autárquicas, PS e PSD procuram assegurar as principais Câmaras Municipais do país. O Partido Socialista conquistou nas últimas eleições (2017) 158 e o Partido Social Democrata 98.


Nesta corrida um pouco ‘despudorada’, que não deixa de ser constitucional, mas há sempre o pundonor e a ética muitas vezes esquecidas, os dois partidos recorrem a deputados seus na Assembleia da República para serem os líderes na corrida a esses municípios. Se ganharem tudo bem. Se perderem, podem voltar para o Parlamento ou, então, há sempre um lugar numa direcção-geral… ou qualquer coisa do género.

Cada um apresenta os seus argumentos quando confrontados com a comunicação social mas, brade-se aos céus, quando um desses putativos candidatos diz que concorreu à liderança da Câmara de (Vi….), porque como deputado sabe as teclas que tem que tocar, dentro do seu partido.

Nesta subjectividade, podem-se tirar variadíssimas ilações: ou os meandros do seu partido ou, as teclas do seu smartphone, cujos números devem fazer soar do outro lado, para que alguém faça com que os seus agora prometidos desígnios, se venham a cumprir.

Ano de eleições, ano do vale ‘tudo’ para atingir os fins. Só é pena que os mandatos sejam de quatro anos e as obras por vezes necessárias, só apareçam no último ano, ou seja, quando os eleitores vão decidir. Num país onde cada vez a taxa de abstenção sobe mais, podemos dizer que têm a tarefa facilitada, porque só têm que convencer como em 2017, 54,97% dos eleitores.


Fernando Neves Marques|Director