DESCONFINAMENTO PASSO A PASSO: AS PROPOSTAS DOS ESPECIALISTAS

Num artigo da jornalista da TVI Lara Ferin sobre a pandemia e o desconfinamento, podemos ficar a par dos novos objectivos quando diz que é "garantir que vamos ganhando liberdade de segurança", os peritos defendem um conjunto de medidas que devem ser tidos em conta. Para isso, Raquel Duarte, da Universidade do Porto, propôs a criação de novos níveis de restrições, uma vez que considera ser preciso caminhar "passo a passo com o objectivo de evitar voltarmos para trás".


Mas antes, a especialista alerta que a base é desde logo a manutenção de regras gerais como:

- Nos espaços interiores, continuar a aposta na ventilação e climatização adequada, assim como a sua manutenção. Quando não é possível fazê-lo, é importante abrir portas e janelas; Utilização de máscaras; Promover actividades ao ar livre; Promover testagem alargada; Promover uso da máscara; Continuar a apostar nos horários desfasados; Promover as bolhas sociais (família e amigos, tendo em conta vacinação e testagem).

Depois, a juntar aos níveis já existentes, foram propostos três patamares A, B e C, sendo o A o menos restritivo, o B o intermédio e o C o mais restritivo.

Comércio, retalho e cerimónias fúnebres, no próximo nível, apenas com as regras gerais descritas acima; Na restauração deve manter-se a obrigatoriedade do uso de máscara, excito no momento da refeição, manter a distância de dois metros entre mesas; Neste nível, ainda haverá máximo de seis pessoas no interior, mas no exterior passam para 15. Já no nível seguinte, passam a poder estar oito pessoas por mesa no interior dos restaurantes e, no exterior, esse número passa para 20. No último nível, passam a aplicar-se apenas as regras gerais; Nos grandes eventos exteriores, propõe-se a delimitação de espaços e a testagem das pessoas 48 a 72 horas antes, bem como a utilização de máscara, apesar de estarem ao ar livre, a definição de circuitos, bem como cumprimento do número de pessoas por metro quadrado; Nos espaços não delimitados, deve assegurar-se que as pessoas mantêm o distanciamento recomendado entre si e que os espaços para as pessoas são controlados; Quanto a festas e cerimónias religiosas como casamentos e baptizados, no próximo nível, seria possível 75% da lotação do espaço e depois esse limite desapareceria; Nos transportes públicos, e no último nível, propõe-se que fiquem sem limite de lotação. No entanto, no que respeita a transportes mais individuais, como Uber e táxis, a ideia é que se mantenha a obrigatoriedade dos passageiros apenas se sentarem no banco de trás; Nos centros comerciais, a ideia é manter o uso de máscara obrigatório (…)


(Créditos-Lara Ferin|Foto-D.R.)