COVID-PRESSÃO DESCE, MORTALIDADE VAI MANTER-SE ELEVADA



Segundo o relatório das ‘Linhas Vermelhas’ da DGS “o número de novos casos de infecção por SARS-CoV-2 / COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 317 casos, com tendência decrescente a nível nacional.

Apenas no Algarve se observa uma incidência superior ao limiar de 480 casos em 14 dias por 100 000 habitantes (719).

No grupo etário de 65 ou mais anos, o número de novos casos de infecção por SARS-CoV-2 /

COVID-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 126 casos, com tendência estável a decrescente a nível nacional.

O R (t) apresenta valores inferiores a 1, indicando uma tendência decrescente da incidência de infecções por SARS-CoV-2, a nível nacional (0,95) e na maioria das regiões do continente. Na região do Alentejo o R (t) é de 1,01, que corresponde a uma tendência de incidência aproximadamente constante nesta região.

O número de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência estável a decrescente, correspondendo a 66% (na semana anterior foi de 77%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas.

A nível nacional, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 4,0 % (na semana anterior foi de 3,9%) e encontra-se no limiar definido de 4,0%. Observou-se um decréscimo

do número de testes para detecção de SARS-CoV-2 realizados nos últimos sete dias.

A proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 4,4% (na semana passada foi de 3,6%), mantendo-se abaixo do limiar de 10,0%.

Nos últimos 7 dias, pelo menos 94% dos casos de infecção por SARS-CoV-2 / COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação e, no mesmo período, foram rastreados e isolados, quando necessário, todos os contactos em 78% dos casos.

A variante Delta (B.1.617.2), originalmente associada à Índia, é a variante dominante em todas as regiões, com uma frequência relativa de 98,9% dos casos avaliados na semana 30/2021 (26 de Julho a 1 de Agosto) em Portugal.

A mortalidade específica por COVID-19 (18,6 óbitos em 14 dias por 1 000 000 habitantes) tem tendência crescente e está acima do limiar preconizado pelo ECDC.

A análise dos diferentes indicadores revela uma actividade epidémica de SARS-CoV-2 de elevada intensidade, com tendência decrescente a nível nacional, mas estável nas regiões Centro e Alentejo. A pressão sobre os cuidados de saúde tem tendência decrescente. A mortalidade por COVID-19 manter-se-á provavelmente elevada, mas o ritmo de crescimento está a abrandar”.


(Créditos - DGS)