Câmara Pereira Presidente do PPM - “Se não fosse trágico, seria ridículo.

Recebemos do Presidente do PPM, Gonçalo da Câmara Pereira o seguinte comunicado com pedido de divulgação,


“O PPM manifesta a sua preocupação pelo aumento dos números de infectados e mortos de Covid-19 e afirma que tal resulta das decisões políticas do Presidente da República e do Governo que mantém em funções.

Houve quase um ano para preparar contra aquilo que hoje assistimos. Enquanto aumenta o número de infectados e de mortes, enquanto os hospitais atingiram o caos, as medidas do Governo surgem descoordenadas e permitem interpretações que provocam abusos e levam ao sentimento de uma falsa autoridade.

Pior ainda é quando pensamos que estas medidas são geridas por simples calculismo político até ao próximo dia 24, data das eleições presidenciais, e que, após esse acto, irão ser implementadas medidas muito mais duras e penalizadoras financeira e socialmente para os Portugueses.


O Presidente da República não pode, por exemplo, defender o confinamento e depois visitar lares de Terceira Idade quando ainda recentemente teve suspeitas de doença e submeteu-se a testes de Covid-19.

O Governo não pode mandar fechar restaurantes, cabeleireiros e livrarias ou outras lojas avulsas e depois manter abertas valências idênticas em supermercados onde a probabilidade de contágio é superior às regras que já vinham a ser implementadas com sucesso nos locais agora fechados.

Para melhor demonstrar esta posição, o PPM não pode deixar de apontar o descontrolo da votação antecipada das eleições Presidenciais onde, fruto da propaganda, houve uma grande adesão ao voto antecipado, mas isso não correspondeu a uma maior dispersão de mesas de voto o que levou a uma elevada concentração de gente para votar do que aquela que se esperaria no dia aprazado.

Se não fosse trágico, seria ridículo. E o ridículo não mata. O trágico sim”.