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Ambiente em 2022 no Alto Alentejo - O Melhor e o Pior

O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, faz uma análise positiva e negativa do ambiente em 2022.


Na nota enviada às redacções o NRPQ considera que em relação ao pior prende-se com a “Barragem do Pisão a obtenção de parecer “favorável condicionado” por parte da Declaração de Impacte Ambiental da Barragem do Pisão é uma derrota para a conservação dos sistemas agrosilvopastoris tradicionais”. Visto que “ao invés de contribuir para o desenvolvimento socioeconómico sustentável e fixação de população no Alto Alentejo, a substituição de áreas de sequeiro por regadio pode vir a contribuir para uma ainda maior futura desertificação do território, já que se tratam de sistemas de cultura altamente mecanizados e esgotadores de recursos naturais”.

Considera também como negativo as Grandes Centrais Solares e defende “a promoção da energia fotovoltaica, mas num modelo assente em critérios de sustentabilidade, com produção descentralizada em autoconsumo nos edifícios e não em grandes centrais dispersas no território, situação que não foi salvaguardada nos últimos leilões solares”.

Os Fenómenos extremos e prejuízos no Alto Alentejo “provocados pela intensa chuva que caiu em vários concelhos do distrito de Portalegre trouxeram destruição e prejuízos que ainda não foram totalmente calculados”. Refere “verificar-se um desordenamento do território, com construções e equipamentos instalados em leitos de cheias, impermeabilização dos solos e encanamento de ribeiras que propiciam que os extremos climáticos tenham efeitos desastrosos”. Entre eles os “Passadiços instalados sem critério ambiental no concelho do Gavião, os olivais super intensivos no Alto Alentejo e o baixo índice de separação e reciclagem de resíduos”.

Já sobre o melhor de 2022 o “Alto Alentejo bem posicionado na Qualidade Ambiental”, considerando mesmo que “o Alto Alentejo é uma referência em termos ambientais, a nível nacional”.

Salienta “Avis e Alandroal com bandeira verde “vencedores da Bandeira Verde Eco XXI” e que as Autarquias promovem região, notando-se “algum esforço das autarquias para reavivar, eventos sociais, económicos e culturais que promovem o que temos de melhor e a própria vida social”.


(Fonte Quercus Núcleo de Portalegre|Foto – Agromillora)


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