AFP - O futsal distrital tem de ser respeitado


A Associação de Futebol de Portalegre teve, na presente época desportiva e pela primeira vez, mais equipas a participar nas competições distritais seniores de futsal do que nas de futebol. Além disso, alcançámos em 2021/22 o maior número de sempre de atletas inscritos no futsal, demonstrando que a modalidade está em franca ascensão no Alto Alentejo.

Temos igualmente a melhor prestação de sempre do Eléctrico Futebol Clube na Liga Placard (1ª Divisão Nacional) e o Futebol Clube Monfortense já garantiu a subida à 2ª Divisão Nacional (tendo grandes possibilidade de ser o Campeão Nacional da 3ª Divisão).


Mas nem tudo são boas notícias.


Inicia-se este sábado a Final do Play-Off da Liga FGil de Futsal, competição da qual vai sair um campeão distrital que não vai ter acesso directo à prova nacional, necessitando qualificar-se através de uma Taça Nacional para a 3ª Divisão Nacional.

Na mesma estrutura federativa não podem existir “dois pesos e duas medidas”. Vejamos a nossa realidade: no futebol (8 equipas), o Campeão Distrital tem acesso directo ao Campeonato de Portugal em 2022/23 e, no futsal (10 equipas), o Campeão Distrital tem de disputar a Taça Nacional de Seniores de Futsal para ter acesso à 3ª Divisão em 2022/23.

Na próxima época, tal como já aconteceu em 2021/22, vários campeões distritais de futsal não terão lugar na 3ª Divisão Nacional, uma realidade que não traduz nem o mérito desportivo nem a representatividade das associações distritais.

Não é compreensível que, quando existiam apenas duas Divisões Nacionais, os Campeões Distritais tinham acesso directo à 2ª Divisão Nacional e agora, com três Divisões Nacionais, os Campeões Distritais não tenham acesso directo à 3ª Divisão Nacional.

As 22 Associações Distritais e Regionais de Futebol já por diversas vezes se manifestaram contra este modelo competitivo juntos dos responsáveis do Futsal da Federação Portuguesa de Futebol, tendo os mesmos mostrado sempre intransigência relativamente a esta situação e as respectivas reivindicações dos clubes e dirigentes.

Um País que se orgulha de ser Campeão Mundial, Bicampeão Europeu e de já ter visto dois dos seus clubes conquistar três Ligas dos Campeões não pode de forma alguma tratar o futsal distrital desta forma.

Este modelo tem que ser alterado e os Campeões Distritais têm de ter acesso directo às competições nacionais.



A Direcção.