A RTP O CANAL DE SERVIÇO PÚBLICO, EXCLUI TOURADAS DA PROGRAMAÇÃO

Será que com esta decisão o director de programas da RTP, o canal público mantido pelos portugueses quer através da dotação do O.E, quer através da factura da luz, pode considerar que não é um “conteúdo estratégico”, como garantiu ao Expresso.


Será que é legitimo coarctar a possibilidade a milhares e milhares de portugueses que fazem parte da vasta audiência em dias que a RTP transmitia as touradas. Deixou a Casa do Pessoal da RTP de ter essa prerrogativa de levar aos portugueses de norte a sul, de verem um espectáculo multissecular de que gostam. Ou as minorias (que não o somos como ficou demonstrado por recentes sondagens) neste país só têm direito a pagar os seus imposto e nada mais do que aquilo que os políticos carreiristas das ‘Jotas’ nos querem impor. Ou será que os terrenos das praças de touros são apetecíveis para os amigalhaços das grandes construtoras…

Onde é que está o PS e o PC defensores das tradições dos direitos dos seus eleitores. A tourada nunca foi de direita nem de esquerda, foi e é, do povo. Depois querem ilegalizar o Chega e olhar de soslaio para PSD, que levantam a voz em defesa das tradições portuguesas e não vão nos seguidismos das novas elites que nos querem impor as suas ideias…

Já alguém da classe política se interessou em saber de onde vêem os milhões que suportam os activistas profissionais. Os animalistas ao quererem extinguir as touradas não se importam de acabar com uma raça específica, que contribui para manter ecossistemas mais do que comprovados. Dou-vos um conselho gratuito: consultem o site La Economia del Toro e saberão de onde vêm esses milhões. Quanto a tauromaquia contribui em impostos para os cofres dos estados (em relação a outros sectores subsidiados), quantos postos de trabalho mantêm. Vivemos numa sociedade mais animalista do que humanista: olha-se para um pobre a pedir para comer uma sopa e assobia-se para o lado; vimos um animal abandonado e há todo um movimento solidário. Aqui confesso que, na minha vida, sempre tive cães e gatos. São tratados com a responsabilidade que lhes assiste ao adquiri-los mas, não deixo de contribuir para que um pobre possa comer uma sopa. É que por detrás de tudo isto, move-se uma indústria poderosa que vai desde a comida para os animais, até às vestimentas ridículas que lhes vestem. Os animais aqui são o reflexo dos caprichos dos seus donos, logo contra a sua natureza.

Mas isto não é novo, aqui vos deixo um texto da Sessão de 4 de Agosto de 1821 das Cortes Constituintes, onde as touradas estiveram em debate.

“Borges Carneiro apresentou um projeto de lei para a proibição dos espetáculos tauromáquicos, entendidos como contrários “às luzes do século, e à natureza humana”. Em causa, estava um entretenimento baseado no sofrimento dos animais, criados para servir o homem, mas não para serem martirizados.

Manuel Fernandes Tomás, confessando ser “amigo deste divertimento” e espetador semanal de touradas, refere que não se pode, de repente, transformar o país numa “Nação de filósofos”, sendo necessário preparar a sociedade. Eu não pugnarei porque os haja; mas tão pouco me oporei diretamente a que deixe de havê-los.".

O projeto de lei de Borges Carneiro para a extinção das touradas seria rejeitado.


(Foto-Notícias de Arronches)