A FINAL EM QUEM É QUE CONFIAMOS

Todo este já largo período que atravessamos fruto desta pandemia, leva a casos de depressão, inconformismo que podem levar as populações ao desespero… e ao negativismo.


Num mundo cada vez mais pendente da comunicação, através dos vários meios ao dispor de um click, quer seja num smartphone, tablete ou premir o simples botão do comando da televisão, somos ‘bombardeados’ com informação e contra informação a toda a hora, o que nos deixa cada vez mais incrédulos sem saber em que acreditar.

Uma luz ao fundo do túnel, uma única palavra de esperança de que embora nunca mais o mundo seja o mesmo, há objectivos que vamos alcançar, como estar numa liberdade mesmo com precauções, que podemos abraçar os nossos entes queridos ou mesmo, que os possamos reconhecer antes de partirem e não apenas confrontados com um papel ou um número.

São por demais evidentes que as reuniões do INFARMED não conseguem consensos entre os especialistas… e esses há um em cada esquina. São quase como os treinadores de bancada. Seria caso para dizer que “de especialistas e loucos, temos todos um pouco”.

Nada nem ninguém estava preparado para esta situação que vivemos, nem mesmo os países mais avançados. Há no entanto uma hierarquia que era suposto, ter em conta. No caso português como em muitos outros países, há uma Direcção Geral de Saúde ou algo semelhante, que tem como objectivo coordenar os factores que implicam com a saúde dos portugueses. Pois tem sido ao longo de todo este processo, que essa mesma DGS tem dado provas que parece existir só para baralhar os portugueses.

Se bem nos lembramos a DGS foi o primeiro exemplo do negativismo que graça hoje por todo o lado, começando por dizer que a máscara nada ajudava no combate ao Covid-19. Nos dias de hoje, a diário e para ser benevolente, passam sobretudo pelas televisões, médicos de saúde pública, epidemiologistas, matemáticos, bastonários das várias ordens como dos médicos e enfermeiros, cada um com a sua sabedoria sobre o assunto mas, nunca coincidentes na análise do momento.


Debrucei-me hoje sobre este assunto ao visitar a página da ULSNA, onde se pode ler e ver (imagem abaixo) o quadro emitido diariamente em que diz: “Não são divulgados números inferiores a 3 casos por concelho” ou, “Os dados plasmados são correspondentes aos apurados por laboratórios públicos”. Então não são reportados dados de Centros de Saúde, de farmácias etc.,. Este exemplo baseio no facto de, neste mesmo boletim, não estarem mencionados os dois casos detectados em Arronches, e que aprecem na informação do Município na sua página do Facebook que, eventualmente, são obtidos por outra fonte que não a ULSNA.

Nos noticiários televisivos somos confrontados com os números realistas, sempre os óbitos, infectados, internados em enfermaria e UCI, olvidando por exemplo, o caso dos recuperados que, por vezes, são superiores às novas infecções. São estes pequenos detalhes na comunicação que nos retiram alguma esperança. Seria caso para dizer que a notícia é “o homem que mordeu o cão, e não o cão que mordeu o homem”.